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Quase.



Acordei sem saber exatamente como o dia iria terminar, mas sei que foi assim.
O céu estava maravilhoso, o ar, até a chuva inesperada. Quando queremos fazer alguma coisa, temos que fazê-la, mesmo que com medo, mas o resultado é sempre surpreendente.
O toque das mãos, aqueles toques que já se sentira em outros momentos, aquele olhar que parece ler tudo dentro da mente, afinal realmente sabe cada desejo e os pensamentos mais infame.
Nostalgia sincera, sem frescuras, é disso que eu estou falando. Essa vontade louca de dizer tudo o que sente, demonstrar do medo ao modo da forma mais complexa, mesmo que isso custe a acontecer.
Minutos intermináveis, cheiros transcendentais, como um déjà vu presencial, vontade que essa vibe não acabasse nunca mais, é muita sinceridade para um só momento, melhor parar de escrever, já estou bastante leve, leve como uma pluma das melhores penas, pena eu não saber o porque disso tudo acontecer ao mesmo tempo.
Acredito em vida após a morte, em fluídos espirituais, cores e descores, tudo que talvez de certa forma possa ser sentido. Como diria Clarice, ou toca ou não toca.
Em menos de dez minutos escrevendo, a tristeza já tomou conta dessas palavras, melhor parar mesmo. Foi quase, quase uma catástrofe literária, mas como foi bom.

Comentários

  1. Acredita em vida após a vida? Acho que essa é importante ;)

    Interminável é muito longo, uma hora tudo acaba, joga pro alto, vai correr na rua... Quando aquilo tudo que em um momento já foi, e não é mais, der a volta e fechar o círculo, você vai ver que nada daquilo que que você achava que fosse de fato era.

    Feche os olhos, respire fundo, troque os nomes de tudo e de todos. Se nada fizer mais sentido, é porque nunca fez. Hora de mandar todo mundo se fuder e começar de novo de outro jeito :P

    Beijo ;)

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