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"Ori"

Estou sozinha mesmo no meio de tantas pessoas, aliás, todos nós estamos. Seria muito bom ter com quem compartilhar tudo que se pensa, uma pessoa que simplesmente ouvisse e colocasse seu ponto de vista, que depois de tudo, mesmo tendo ouvido sobre assuntos que não lhe são de fé, desse um abraço e dissesse que tudo vai ficar tudo bem. Talvez tenhamos encontrado no meio dessa confusão alguém assim, talvez, mas o que faz as pessoas irem embora, sem ao menos dizer um adeus? O que faz as pessoas serem tão frias?  Não sei mais como prosseguir, não sei como conseguir na verdade confiar em alguém e é até estranho falar sobre isso, pois sempre acontece a mesma coisa, as pessoas vêm, faz morada no meu coração, me faz sentir especial e depois somem sem ao menos eu conseguir me despedir, a pessoa que pensei conhecer vai embora e eu começo a desconhecê-la, acredite, isso chega doer à alma. Muitas pessoas diriam que isso é falta de amor próprio ou sentimentalismo, mas qual a parte que elas lembr...

Command Promptheart Error

Quando dizem que o amor não foi feito para amadores acredito que seja verdade, amar requer tempo e dedicação, é moldar duas pessoas completamente diferentes para se disfarçarem durante um tempo considerável e é aquilo que damos o nome de paixão, o amor é outra história. Posso estar sendo um pouco dura perante a um sentimento tão lindo, talvez o problema seja comigo mesmo que amarguei, que não vê verdade em nada e nem ninguém, talvez o problema sempre esteve comigo de mãos dadas e me lambendo, na mais perfeita sintonia. O suportável se torna cansativo a cada desespero mal resolvido. Mas, apesar de os pesares, dessa amargura feliz que me abraça diariamente, eu sinto falta de ter para quem escrever algo que valha a pena. Nesse mundo onde tudo é tech, temos que descobrir o promptheart e navegar em infinitos rios negros que cobrem cada batimento de quem gostamos. O maior desafio é o medo de enfrentar o trauma de outras pessoas. O que vejo são pessoas indecisas, conseguem o que querem depo...

2015, 05, 03.

Já se passaram anos desde o incidente, mesmo que não tivesse quase nada ligado a mim  me afetou profundamente, e assim vem sendo os dias, um sofrimento inescapável. Algo ainda tende a ser resolvido em terra ou em outro plano espiritual. Daqui duas décadas talvez seja o mesmo discurso, mas poderia ser com uma explicação no final. Estamos em 2015, tempo de aproveitar tudo o que plantamos nesses últimos anos, bem ou mal,  tudo é aprendizado, e para quem já tem uma certa idade é tempo de ser esperto e aproveitar a vida, com seus altos e baixos, porque tudo tem seu fim. Não precisamos escolher demais, apenas aproveitar o que é entregue à nós com sabedoria. Mas como havia dito, há alguns anos vi a tristeza no olhar de uma alma, eu não queria ver ela sofrer. O sofrimento não é necessário, mas como segurar a dor de uma perda, principalmente quando ela não é esperada? Pois bem, essa alma foi forte, encarou dia a dia depois daquele incidente e hoje sobrevive com um novo olhar. Eu, ...

Quase.

Acordei sem saber exatamente como o dia iria terminar, mas sei que foi assim. O céu estava maravilhoso, o ar, até a chuva inesperada. Quando queremos fazer alguma coisa, temos que fazê-la, mesmo que com medo, mas o resultado é sempre surpreendente. O toque das mãos, aqueles toques que já se sentira em outros momentos, aquele olhar que parece ler tudo dentro da mente, afinal realmente sabe cada desejo e os pensamentos mais infame. Nostalgia sincera, sem frescuras, é disso que eu estou falando. Essa vontade louca de dizer tudo o que sente, demonstrar do medo ao modo da forma mais complexa, mesmo que isso custe a acontecer. Minutos intermináveis, cheiros transcendentais, como um déjà vu presencial, vontade que essa vibe não acabasse nunca mais, é muita sinceridade para um só momento, melhor parar de escrever, já estou bastante leve, leve como uma pluma das melhores penas, pena eu não saber o porque disso tudo acontecer ao mesmo tempo. Acredito em vida após a morte, em fluídos...

Box inside the box.

No silêncio da noite, apenas uma luz esbranquiçada que cobre o rosto. Uma caixa preta onde liberta-te de todo um mundo causador, ou será que vítimas somos de nós mesmos, às vezes quase sem querer ou por querer, causamos nosso mundo, moldando-o da maneira que gostaríamos de nos sentir, onde ninguém pode enxergar, nem a nossa própria alma. A vontade de querer mudar, todo ser humano tem, mas o que será que existe entre a vontade e o fazer, forças vindas de outros seres humanos sendo barreiras ou simplesmente nossa falta de coragem. Alguém já conseguiu conversar com o mais íntimo do seu mundo, imaginando uma sala onde os seus objetivos estão guardados em caixinhas com senhas, que apenas a falta do medo pode quebrar, porém para chegar até eles, existe uma barreira de braços empurrando e acariciando essas caixas como se fossem delas, e você ali sem poder fazer nada e sem entregar os pontos. Sinto-me assim em dias como esses, com tanta coisa a fazer, mas como se tivessem braços em ...

(in)sanidade.

Esses dias parecem nostálgicos demais, mas me pergunto nostalgia do que, se não sinto saudade de nada? Há muito tempo não consigo escrever, me expressar de forma alguma, era como se algo me prendesse a falar o que realmente queria, e digamos que muitas coisas se perderam, talvez nem me lembre de mais o que tinha a dizer, porém uma coisa ficou: a dúvida.  Todos os dias me pergunto o porquê de certas coisas acontecerem, por muitas vezes aquela frase clichê: "Por que só comigo?" e diante de tantas dúvidas, só consigo que surja mais ainda a cada pensamento profundo sobre o que se acontece enquanto vivemos. Em tempos em que nada faz sentido nos fechamos em jaulas que nós mesmos criamos, pois no fundo pelo menos no meu caso, sabia que era perca de tempo ficar encasulada dentro do quarto, ouvindo músicas que só piorassem minha situação, e que ao mesmo tempo me encorajasse a seguir em frente. A arte de mentir para nós mesmos, uma realidade fictícia criada por uma mente qu...