Como um amigo sempre vai está lá
Mas nem sempre vai falar o que queres ouvir
Penso, reflito, respiro por um momento
Confusa, transtornada sem nenhum argumento
Engulo seco, para não transparecer sentimentos
Sinto medo sem dizer uma única palavra
Palavra de risco, quieta em um lugar além...
Além do poder, guerra e miséria...
Abusando do seu próprio pequeno
Preconceito dos olhos de quem vê, quadrado e preto e branco...
Às vezes cores, mas nem sempre beleza
Pergunto a minha consciência, o por quê ?
Ela me diz pra que?
Penso muito, chego à tinta que cobre meu tempo vazio
Tão em silêncio, ainda sentada
Perdi segundos sem dizer nada
Registrei memórias inacabadas
Colocando ponto no começo da linha
Linha de vida, começo do nada
Dormi pensando, sonhando acordada
Ainda me expresso a esse povo quase nada
O que sou eu?Um dos quase nada,
Querendo muito, ou pouco basta...
Micheli Zingaro

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